USB possui brecha de segurança que não pode ser resolvida
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| Segundo os
pesquisadores, é possível contaminar uma unidade USB sem tocar na memória
flash, focando apenas no firmware que controla suas funções |
Dois pesquisadores de segurança estão prestes a divulgar uma
descoberta sobre o USB que decreta o formato como um dos mais inseguros da
atualidade. Karsten Nohl e Jakob Lell construíram provas de conceito indicando
que é possível contaminar uma unidade USB sem tocar na memória flash, focando
apenas no firmware que controla suas funções.
Eles conseguiram colocar malwares nos chips usados para
conectar um dispositivo ao computador e esses arquivos maliciosos são capazes
de controlar funções e alterar pastas, além de direcionar o tráfego da internet
a sites de interesse do atacante. Tudo sem serem notados.
O USB pode infectar o computador ou ser infectado por ele, e
em nenhum dos casos o usuário comum tem chance de descobrir. Apenas um
especialista com conhecimentos em engenharia reversa poderia encontrar o
problema, mas só se estivesse procurando - e o firmware não costuma levantar
suspeitas.
Os pesquisadores mostrarão como isso funciona durante a Black
Hat, conferência anual sobre segurança que ocorre na semana que vem em Las
Vegas, na intenção de estimular as pessoas a tomarem cuidado com o USB, porque
este é um problema sem solução.
O que Nohl e Lell pretendem com a divulgação de suas
descobertas é fazer um alerta para que as pessoas tratem dispositivos como
pendrives da mesma forma que tratam seringas: cada um só pode usar o seu. É a
única forma de garantir que não haverá complicações.
Category: Tecnologia, USB


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