MERCENÁRIO 3 - Elenco impressiona. Mas as cenas de ações, nem tanto
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| De acordo com boa parte da crítica, a película oferece ao espectador menos ação do que inicialmente se imaginaria |
A série Os Mercenários tem como grande atrativo a
oportunidade de ver reunidos atores do porte de Stallone, Schwarzenegger, Bruce
Willis, Mel Gibson, Van Damme e outros tantos do cinema de ação, que fizeram a
alegria de muito marmanjo nos anos 1980 e 1990. Por mais que a ideia seja
bacana, e novos nomes sejam acrescidos a cada continuação produzida, apenas
isto não bastaria para sustentar a franquia. Desta forma, desde Os Mercenários 2
há uma clara opção pelo autodeboche, seja brincando com a idade dos
protagonistas ou com fatos relacionados a alguns deles. Os Mercenários 3 segue
esta mesma linha, mas oferece ao espectador menos ação do que inicialmente se
imaginaria.
Ainda assim, trata-se de um filme com momentos divertidos. A
começar pelo resgate do personagem de Wesley Snipes, logo no início, com
direito à inusitada cena de um helicóptero se escondendo de um canhão e a piada
envolvendo o porquê dele estar preso, referente à vida do próprio ator. Ao
longo do filme há vários diálogos neste sentido, com o objetivo de remeter a
antigos sucessos ou até a problemas enfrentados pelo filme, como a saída de
Bruce Willis por não aceitar o cachê oferecido. É Os Mercenários tirando sarro
de si mesmo, demonstrando o bom humor que norteia a série.
Outra mudança facilmente notada neste terceiro filme é em
relação à violência. Por mais que Os Mercenários 3 siga bem violento, há um
cuidado para que não haja sangue na telona. Tudo visando uma diminuição na
classificação etária nos Estados Unidos, de forma a atingir um público mais
amplo. Entretanto, os fãs de ação não precisam temer: há boas doses de
adrenalina, com direito a várias cenas impossíveis, do jeitinho que reza a boa
cartilha do gênero.
Com a fórmula da série mais uma vez bem aplicada, sobra
espaço para que alguns “novatos” se destaquem. O brilho maior fica por conta de
Antonio Banderas como um mercenário tagarela, mas Mel Gibson também se destaca
ao interpretar um vilão que capricha na cara de maluco (especialidade do ator)
ao falar com Barney. Por outro lado, em relação às lutas ninguém impressiona
mais do que Ronda Rousey – não por acaso, ela é lutadora do UFC e especialista
em técnicas de solo.
Melhor que o original, mas inferior a Os Mercenários 2, esta
nova continuação segue apostando firme no ineditismo do encontro nas telas de
certos atores, como acontece entre Stallone e Harrison Ford ou Mel Gibson, por
exemplo. Para quem cresceu vendo e se divertindo com os filmes destes astros,
há um simbolismo inerente em cada um destes momentos. No fim das contas,
trata-se de um filme que entretém, por mais que não tenha um momento marcante
como as aparições de Chuck Norris no episódio anterior da série.
Fonte: Adoro Cinema
Category: Cinema, Os Mercenários, Stallone


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