Seu pneu furou? Como assim produção?

Tela Sapiens | 07:38 | 0 comentários



Essa poderá ser uma indagação comum daqui a alguns anos, se depender de uma empresa multinacional fabricante e fornecedora de pneus para carros da Fórmula 1. Eles prometem inovar e acabar com situações nada confortáveis que é ficar imobilizado em alguma estrada desse nosso Brasil varonil. A solução será os pneus não infláveis a ar.

Aham, legal. Eu sei que você não entendeu, então vou explicar. Com o passar dos anos, a produção de pneus mais duráveis e confiáveis cresceu consideravelmente, mas o risco de ficar “rodado” por aí não foi eliminado por completo. Essa novidade, conforme garantem os técnicos que estão desenvolvendo essa nova tecnologia, nos livraria de vez desta ameaça.

Ok, mas se não tem ar, tem o que? Bom, não podemos chama-lo de pneu, por assim dizer, pois se trata de uma roda composta de três partes. No centro, há um forte aro de alumínio  que é ligado ao eixo da roda.

Correndo por volta deste aro está a grande inovação. Um raio, feito de um polímero termoplástico (um material facilmente moldável), que forma uma rede flexível que ocupa o espaço equivalente ao do ar nos pneus comuns. Para revestir este raio, há uma camada resistente de borracha.



Vai uma calibrada aí?

Essa pergunta, tão típica de mecânicos, cairá no desuso em breve, pois as vantagens deste pneu termoplástico, além de não haver risco de esvaziar ou furar, estão na performance de rodagem do carro. O material é maleável conforme o carro percorre terreno, o que diminui as vibrações e aumenta o conforto.

Beleza, mas esse novo brinquedinho deve custar horrores, certo? Errado. Segundo os cientistas, as vantagens econômicas são muitas, pois não haverá troca de pneus, calibragem e como o material é maleável, ele acaba se adaptando aos diferentes tipos de terrenos por ele percorrido, diminuindo consideravelmente as gastos com cambagem, amortecedores e por oferecer menos resistência ao solo e ao peso do carro, o pneu termoplástico faz o veículo gastar menos combustível.

Isso evitará também o queima e acumulo de pneus em depósitos a céu aberto (se bem que não iremos mais poder nos utilizar dos pneus para fazer balanços, freios de carros de madeiras, sair por aí rodando pneu e apostar corrida pra ver quem tem o pneu mais rápido, enfim, vale o sacrifício?!), pois o material será fácil de reciclar e remodelar.

Mas atualmente a empresa responsável pelo projeto do pneu sem ar possui apenas um protótipo de 20 cm de diâmetro e ainda não foi aplicado em um carro comum. Logo não há uma garantia de quando a novidade poderá ser produzida em massa e colocada no mercado.
 

Por Rodrigo Litaiff - @guidolitaiff

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